Busca

Evangelho Social

Quando Jesus decidiu conhecer um terreiro de Umbanda.

umbanda

A última vez que Jesus havia sido criticado tão fortemente por visitar um local, era quando ele havia ido a Samaria, para pregar as boas novas. Os Samaritanos eram odiados pelo povo da lei, os judeus, que possuíam um preconceito racial em relação aos Samaritanos. Não muito diferente da outra vez,  Jesus estava decidido: estava disposto a receber maiores críticas, afim de transmitir seu amor, sua graça e sua luz.

Jesus decide viajar para muito longe, em busca de conhecer o que é mais demonizado por grupos dos quais dizem segui-lo no Brasil: a Umbanda (uma das únicas religiões verdadeiramente brasileiras).

-É inacreditável! diziam: – Como pode este homem ser chamado Filho de Deus e ao mesmo tempo andar ao lado de pecadores, ainda por cima com macumbeiros? Nada mudaria a decisão de Jesus, pois ele estava disposto a visitar aqueles pelos quais Deus também o havia enviado.

haviam muitas velas, imagens, decorações, símbolos misteriosos e tudo fazia parecer que em alguns poucos minutos ocorreria algum tipo de ritual exótico. Jesus passa pelo meio daquela multidão, fitando cada olhar com amor, desejando abraçar e dialogar com todos aqueles que lá estavam, mas ele estava lá para apenas uma missão…

No centro do terreiro havia uma grande estátua de Cristo. Nas paredes haviam muitas imagens de escravos, índios, mestres espirituais venerados pelos umbandistas junto com imagens de um Cristo que embora sejam diferentes do real, se referiam a mesma pessoa. Naquele dia Jesus escolheu passar despercebido entre aquelas pessoas …

Ninguém reconhecia aquele Cristo, ninguém o parou para adora-lo ou para fazer pedidos de curas, mas Jesus de tudo sabia, ele conhece os segredos mais profundos do coração e entendia a razão de toda aquela movimentação em torno daquele lugar.

Muitos ali estavam de branco, menos Jesus que  desta vez estava com uma roupa bem humilde e escurecida pela sujeira. Humilde na verdade era um exagero para defini-lo no momento; ele estava miserável, maltrapilho, fedido e de péssima aparência. Ele não estava nada parecido com o Cristo que a Grande Mídia apresenta nas Sextas-Feira da Paixão. Jesus parecia ter fugido da surra que levou dos soldados antes da crucificação e por engano teria parado no terreiro. Muitos dos que estavam ali, também estavam na mesma situação e por incrível que pareça, para os “macumbeiros” isso não era problema, pois era o objetivo receber essa gente carente e em situação de vulnerabilidade.

Especificamente neste dia não houve nenhum ritual exótico, a não ser aquele ritual de entrega de alimentos para as pessoas mais carentes, roupas para aquelas que estão maltrapilhas, esperança para aquelas que estão na escuridão … ritual que é tão exótico pelo fato de muitos religiosos terem esquecido dele já por algum tempo. Jesus escolheu visitar um terreiro de umbanda como no dia que falou com Maria Madalena depois de sua morte, de forma que ela não o reconhecesse, tanto que pensou que estava falando com um jardineiro. Jesus escolheu visitar um terreiro de umbanda, como no dia que falou com os discípulos no caminho de Emaús, de modo que ninguém percebeu que estava falando com o Salvador. Jesus decidiu vir de forma surpresa, de modo que ninguém soubesse de sua presença física.

Aquelas pessoas não sabiam que em meio a tantos moradores de rua, pobres e necessitados, estariam recebendo e cuidando de Jesus de Nazaré. Entretanto, faziam tudo com o mesmo amor que fariam se estivessem cuidando e ajudando o próprio Deus. Jesus viu naqueles corações, motivações sincera, sem esperança de trocas ou recompensas, mas com o objetivo de partilhar o amor e a caridade entre as pessoas. Cristo se retirou do local e o abençoou, com a certeza de que o Reino também estaria sendo sinalizado entre este grupo de religiosos tão perseguidos injustamente, mas que estão quase sempre associados à prática da caridade e do bem. Talvez eles não fossem cristãos por definição, mas naquele momento estavam servindo a Cristo. Que todas e todos nós estejamos preparados para o advento de Cristo, para recebermos seu espírito e para partilharmos seu amor.

Voltando para a Terra Santa, Jesus profere: ” Eu tive fome e vocês me deram de comer; tive sede e me deram de beber; era estrangeiro e me acolheram; estava nu e me vestiram; estava doente e me visitaram; estava na cadeia e vieram me ver. Então  lhe perguntaram: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos estrangeiro e te acolhemos, nu e te vestimos? Quando te vimos doente o na cadeia, e fomos visitar-te? E, respondendo o Senhor lhe disse: Todas as vezes que vocês fizeram isso a um desses meus irmãos mais pequenininhos, foi a mim que o fizeram!” (Bíblia Sagrada-Evangelho Segundo a comunidade de Matheus cap.25:35-40)

Este texto é dedicado a todos os terreiros de umbanda e candomblé que além de serem casas religiosas são também casas de caridade, em especial para o Terreiro Vovó Benta, dirigido por Mãe Lilian de Iemanjá e que presta ações solidárias na comunidade e para as pessoas carentes na cidade de Curitiba..

 

Anúncios

A Espiritualidade de Taizé

Cantem ao Altíssimo uma nova canção, pois ele fez maravilhas; a sua destra e o seu braço santo lhe alcançaram a salvação. O Senhor fez conhecida a sua salvação, e  aos olhos da humanidade manifestou sua justiça. Ele se lembrou de seu amor e fidelidade para com os filhos de Israel. Os confins de toda a terra viram a salvação do nosso Deus. Terra inteira, aclame ao Senhor, grite de alegria, alegrem-se e cantem louvores (…) Batam palmas os rios, e as montanhas juntas aclamem de alegria, diante do Senhor, pois ele vem para governar a terra. Ele julgara o mundo com justiça, e os povos com retidão. (Salmo 98: 1-4; 8-9) 

Sobre a Comunidade de Taizé

TAIZE-KAPEL.jpg

A Comunidade de Taizé é uma ordem monástica ecumênica da frança, composta por mais de cem homens provenientes de várias tradições religiosas, entre elas, católica romana e protestantes. Foi fundada em 1940, pelo Irmão Roger, um pastor protestante reformado suíço. Movida pela adoração contemplativa, pela simplicidade e pelo espírito ecumênico da reconciliação, a Comunidade de Taizé se tornou um dos principais locais de peregrinação cristã no mundo. A comunidade recebe em média 100 mil  jovens de todo o mundo para a prática da oração, estudo bíblico, fraternidade e trabalho comunitário.

Penso que, desde a minha juventude, nunca perdi a intuição de que uma vida em comunidade pode ser um sinal de que Deus é amor; só amor. Pouco a pouco crescia em mim a convicção de que era essencial criar uma comunidade de homens decididos a dar toda a sua vida, e que procurassem sempre compreender-se mutuamente e reconciliar-se: uma comunidade onde a bondade do coração e a simplicidade estivessem no centro de tudo. (Irmão Roger, Deus só pode amar, pág. 40)

Um pouco da história

brother-roger

Tudo se inicia dentro do contexto da Segunda Guerra Mundial. O Irmão Roger deixa a Suíça, para viver na França, país muito afetado pela guerra. A razão pelo Irmão Roger ter deixado a Suíça, foi pelo fato de que tinha certeza de seu chamado para auxiliar aqueles que passavam pelos duros tormentos ocasionados pela guerra. A França derrotada seria uma oportunidade para serem aplicados os princípios do evangelho: amar e ajudar os nosso irmãos, sobretudo os que estão em sofrimento, necessitando de auxílio e refúgio.

Em Setembro de 1940, Roger compra uma casa abandonada em Taizé, que viria a ser a Comunidade de Taizé. Este local simples e com poucos recursos, se tornou um porto seguro para inúmeros refugiados da guerra que buscavam um abrigo. O irmão Roger costumava orar e cantar sozinho em um bosque, para não causar constrangimento aos refugiados agnósticos e judeus que eram acolhidos.

Após a libertação da França, outros homens entraram para a comunidade, alguns deles católicos romanos, anglicanos, luteranos e evangélicos; não se fazia distinção alguma entre pessoas e suas respectivas tradições religiosas.  O comprometimento destes homens eram sinalizar a presença de Cristo na Terra, vivendo em comunidade com os princípios da simplicidade e da reconciliação.

A “Espiritualidade de Taizé” como uma proposta de adoração ecumênica

celebracao-de-taize
Celebração de Taizé na Catedral de São Tiago, Curitiba, Paraná.  (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil)

“Oro não apenas por eles, mas também por todos os que crerão em mim, por causa deles e do testemunho deles a meu respeito. O alvo para todos eles é tornar-se um só coração e uma única mente – Assim como tu, ó Pai, és em mim e eu em ti. Para que possam ser um só coração e uma única mente conosco. Então, o mundo poderá crer que tu, de fato, me enviaste: A mesma glória que me deste eu dei a eles. Para que eles estejam unidos como nós estamos – Eu neles e eles em mim. Assim, eles amadurecerão nessa unidade e darão evidência ao mundo mal de que tu me enviaste e os amaste do mesmo modo que amaste a mim” ( João 17: 20-23 – A Mensagem) 

“Pois Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo, não levando em conta as transgressões dos seres humanos, e nos encarregou da mensagem da reconciliação”  (2° Coríntios 5:19)

“E por intermédio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão nos céus, estabelecendo a paz pelo seu sangue vertido na cruz.” (Aos Colossenses 1:20)

No primeiro momento, as primeiras coisas que são notadas numa “adoração de Taizé” seriam os cânticos/mantras meditativos e o modo de ser cantado, velas, ambiente silencioso e reverente, os ícones religiosos e a preparação do local de oração. Por trás  de todos estes distintivos litúrgicos que envolvem a forma de adoração de Taizé, existem princípios mais profundos que fundamentam a espiritualidade de Taizé.

A história desta comunidade, nos revela que uma espiritualidade viva, nos impulsiona aos caminhos da reconciliação, caridade, solidariedade e justiça (Tiago 1:27). Cremos que Deus, na pessoa de Jesus Cristo, estava reconciliando a humanidade inteira à Deus. Por consequência disso, o caminho de Cristo  é o caminho pelos quais todos os homens e mulheres  são chamados para serem reconciliados à Deus e uns com os outros. O mistério da reconciliação foi deixado por Cristo aos seus seguidores, para que fossemos um, como ele e o pai são um. Isso significa que os fatores que separam os cristãos, e também toda a humanidade, não fazem parte da mensagem do evangelho de Cristo.

Quando um grupo de pessoas, de diferentes confissões religiosas, se reúnem pela adoração comunitária, pela prática da solidariedade e  a defesa da justiça, significa que este grupo passou a entender que o evangelho de Cristo é muito mais que as barreiras das instituições religiosas. O ecumenismo parte do entendimento de que a unidade que Cristo pede aos seus seguidores, está acima das imperfeições humanas e institucionais, e que a fé cristã exige práticas que confrontam sentimentos egoístas e de omissão ante ao sofrimento humano. A “Espiritualidade de Taizé” portanto está além do que a aparência litúrgica revela, e não há como se praticar uma adoração inspirada nessa espiritualidade se não houverem os princípios da caridade e do ecumenismo. O Irmão Roger nos deixou um grande legado para toda cristandade, agradecemos a Deus pelo seu testemunho.

Bibliografia

Bíblia Sagrada.

http://www.taize.fr/en_rubrique2602.html  acesso em <03/09/2016>

Credo subversivo

 

cristo negro
Creio em Deus Pai, Mãe, fonte de amor e justiça;
e em seu único filho, bastardo, de rua, violentada, abandonado,
o qual foi concebido pelo dom da vida, sem diferença alguma,
nasceu das virgens Marias, Joanas, Terezas, Lucianas,
padeceu sob o poder da exploração sexual, trabalho escravo, narcotráfico, violência doméstica e das estruturas injustas da sociedade,
foi explorado, aliciado, crucificado, assassinado, morto e sepultado,
desceu ao Hades/sarjeta,
Ressuscitou nos dias de lutas e nas vozes dos que não se calam,
subiu ao Céu e está sentados à mão direita de Deus Pai Universal
donde há de vir e julgar os vivos e os poderosos.
Creio no Espirito de Amor e Justiça,
na falência e queda da Santa Igreja Universal do Reino dos Empresários e comerciantes da fé,
na Comunhão das pessoas na luta pela igualdade,
na remissão de nossos pecados e omissões,
na restauração da humanidade
e no estabelecimento do seu Reino de Justiça, esperança, igualdade e paz entre os povos.

Amém 

Axé, Saravá, Shalom, Namastê. 

Dez coisas que você jamais poderia votar a favor enquanto segue a Jesus.

voto

A palavra “cristão” vem do grego e significa “pequeno cristo”. Ser um “pequeno Cristo” é o que os cristãos geralmente exprimem por “seguir a Cristo”. Entretanto, seguir ao Cristo Bíblico, implica certas atitudes e motivações.

Por algum motivo, a hegemonia cristã brasileira tem tomado certos tipos de atitudes intolerantes, de modo que o termo “cristão” não seja mais associado a qualquer coisas que faça alusão ao comportamento de Jesus Cristo no livro sagrado cristão. Estas são completamente escancaradas no âmbito político, onde cristãos e latifundiários se unem contra os direitos das massas populares e grupos discriminados de nossa sociedade.

Por isso, decidi escrever este texto para refletirmos sobre coisas que cristãos não deveriam apoiar, já que afirmam seguir a Jesus.

1- Leis anti-LGBT’s.

Pergunte a si mesmo: “A quem Jesus discriminou?”.

Enquanto pensa na resposta, tenha em mente que enquanto os fariseus encorajavam a discriminação de mulheres, cobradores de impostos, pobres e samaritanos (que eram odiados pelos judeus por serem impuros racialmente), Jesus escolheu acompanhar e incluir radicalmente a todos estes grupos. Cristo nunca fez defendeu discriminações, mesmo quando a lei (que era sagrada para os judeus) o fizesse.  Pelo contrário, Cristo nos encorajou a amar nossos irmãos e irmãs, como nós amamos nossas próprias vidas. Ao vermos uma pessoa LGBT ou heterossexual, precisamos enxergar uma pessoa, respeita-la e defender a dignidade humana em toda sua plenitude. Num viés cristão, todas as pessoas foram criadas por Deus, e toda sua criação é perfeita, em suas diferenças, diversidade, dificuldades. O conceito de “Graça”, muito presente na teologia e nas cartas paulinas, nos ensina que Cristo nunca exigiu que as pessoas mudassem o que são para serem aceitas por Deus, mas pelo contrário, Deus as escolheu e por isso as amou como são. Esta reflexão tem causado profundas mudanças em muitas igrejas protestantes tradicionais e com certeza, num futuro não muito distante, toda a sociedade será livre a ponto de ver beleza na diversidade, diversidade na igualdade e justiça sobre todas as coisas.

Cristo agiu assim, agora cabe a nós seguirmos seus passos. (1 Pedro 2:21)

“Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todas  as pessoas, por meio de Cristo Jesus, que as salva.” (Romanos 3:24)

2- Leis anti-imigrantes e anti-refugiados.

O cristianismo, judaísmo e o islamismo possui uma herança judia. Ambas as religiões possuem como patriarcas, Abraão e Sara. Mas além de uma herança judaica, temos uma profunda herança forasteira (estrangeira).

Nossos antepassados espirituais foram guiados por Deus, para deixar tudo o que tinham para trás e viajar, na esperança de encontrarem um lugar onde pudessem viverem melhor. Moisés levou os hebreus do Egito para o deserto e depois para outras terras (onde já haviam habitantes). Até Jesus, passou parte de sua infância como estrangeiro e inclusive, Jesus foi um refugiado político.

Como está descrito no livro de Êxodos, nossos pais espirituais sabiam o que eram ser forasteiros em terras estrangeiras. Nossa fé e ancestralidade espiritual surgiu como forasteira. Caso tenha dúvidas em como é “sermos estrangeiros em terra estrangeira”, faça uma breve reflexão de quem eram nativos das terras Brasileiras (e como eles são tratados pelos latifundiários e pela sociedade em geral), ou então aos nossos avós e bisavós que vieram de outros países, eles saberão te responder com toda certeza.

Na melhor das hipóteses, ser cristão e votar a favor de políticas contra refugiados nos torna hipócritas; na pior das hipóteses nos torna traidores de nossos antepassados e de nosso Deus.

“Que faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa. Por isso amareis o estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito.” Deuteronômio 10.18-19

3-Politicas que vulnerabilizam os mais pobres à fome

Uma certa vez, um homem sábio chamado Gandhi disse que existem pessoas no mundo com tanta fome, que Deus não poderia aparecer para elas, exceto na forma de pão.

A fome é denunciada na bíblia pelos profetas e livros poéticos como algo grave para a sociedade. Uma sociedade atacada pela fome, terá problemas com a educação, produção e comportamento civil: todos estes, fatores determinantes para uma sociedade bem sucedida.

A pessoa que quer seguir a Cristo, precisa ter em mente que Jesus disse que quando alimentamos os mais necessitados, estamos ofertando a Deus. Portanto, é uma contradição extremamente alarmante, que a bancada que se auto-afirma evangélica, seja contrária às políticas de redução da fome e da pobreza.

Ai de vocês que gostam de banquetes, em que se deitam em sofás luxuosos e comem carne de ovelhas e de bezerros gordos! Vocês fazem músicas como fez o rei Davi e gostam de cantá-las com acompanhamento de harpasBebem vinho em taças enormes, usam os perfumes mais caros, mas não se importam com a desgraça do país.” (Amós 6:4-6)

4-Politicas que fazem opção pelos mais ricos ao invés dos mais pobres.

Políticos cristãos ou apenas civis, que fazem opção pelos mais ricos sempre desferem um golpe na face de Cristo, negando sua vida, seu ministério e todo seu ensinamento.  Amós, Isaías e outros profetas, igualmente denunciavam o comportamento dos ricos que se esbanjavam em riqueza advindas de exploração, enquanto os pobres passavam por fome e nudez.

Num viés “cristiano” (que poderá ser diferente do cristão convencional) é abominável quando somos omissos ou até contribuímos para que pobres sejam explorados por ricos. Entretanto, terrivelmente pior é a criação de leis que estimulam e protejam este comportamento. O Estado burguês-latifundiário justifica essa forma de exploração e um verdadeiro seguidor de Cristo, deve sempre romper com o status-quo, promovendo justiça e igualdade acima de toda política que vulnerabilize os vulneráveis e eternize a exploração e opressão.

Isso fica claramente irônico, quando temos impresso “Deus seja louvado” em nosso dinheiro.

“Deus levanta a sua mão poderosa
e derrota os orgulhosos
com todos os planos deles.
Derruba dos seus tronos reis poderosos
e põe os humildes em altas posições.
Dá fartura aos que têm fome
e manda os ricos embora
com as mãos vazias.” (S. Lucas 1:51-53 – NTLH)

5- Defesa de guerras, ditaduras e torturas. 

Cristo é chamado de “Príncipe da Paz” e isso está diretamente a natureza do seu ministério e aos seus objetivos. Entretanto, Jesus também afirmou a seguinte frase  “Eu não vim para trazer paz, mas espada”, evidenciando que seu objetivo imediato era contraposição com as autoridades da época (que no caso eram religiosas), afim de mostrar um caminho totalmente novo aos judeus.  Este caminho era fundamentado na busca pela construção de um “reino”, ou de uma sociedade totalmente oposta às desilusões de nosso atual sistema. Através de Jesus,  entendemos que antes de encontrarmos a paz, haveríamos de enfrentar vários conflitos por objetivos justos, que por vezes seriam processos transformadores, que exigiriam dor antes de trazer o progresso que buscamos. Ele e seus discípulos, por exemplo, pregavam a mansidão e a paz, embora seus discursos fossem de natureza acusativa e denunciativa; eles foram mortos cruelmente.

Existe uma razão para as escrituras afirmarem que “Deus é amor” e o nosso desafio como cristãos é viver como ele,  ser como ele. Ditaduras e censuras com certeza fogem deste princípio. Somos desafiados e desafiadas por Cristo, a buscarmos o seu Reino e a sua Justiça. Se entendemos que este reino era descrito por Cristo como uma sociedade onde não haveria fome,  guerra,  perseguição ou preconceito, buscar seu Reino e justiça implica a buscar o fim de todas essas coisas.

No final o amor vence!

 

“Quão formosos são sobre os montes os pés dos que anunciam a paz.” (Isaías 52:7)

 

6- Limitar o acesso gratuito a saúde.

Como seguidores de Cristo, devemos seguir também seus passos (cf. 1° Pedro 2:21). Isso significa que devemos imita-lo o máximo possível que conseguirmos. Jesus também afirma que somos capazes de fazermos obras maiores do que as que ele realizou na terra (João 14:12).

Sabemos que o estado não consegue repetir os milagres de Jesus, mas a medicina moderna consegue chegar bem próximo, prevenindo doenças e erradicando epidemias. Há uma pesquisa norte-americana que afirma que de 45000 pessoas que morrem nos EUA, 20000 morrem por falta de acesso a saúde.

Nós cristãos falamos muito sobre a “salvação”. Mas ignoramos que muitas pessoas verdadeiramente seriam salvas no mundo através do acesso gratuito a saúde, principalmente aquelas sem condições financeiras.

7- Desvalorização da educação/limitar o acesso gratuito e de qualidade para todos.

Nós aprendemos em Provérbios, assim como em outros livros sapienciais, de que a sabedoria é algo que Deus se deleita noite e dia. A Sabedoria é por Deus tão valorizada, que algumas linhas teológicas costumam interpretá-la como a face feminina de Deus (Sophia). Segundo as escrituras, melhor é a Sabedoria do que o ouro (cf. Provérbios 8:11)

Em nossos dias, principalmente no Brasil, vemos como a educação pública sofre de maus índices. Os professores, que são os ministradores do conhecimento e sabedoria, são desvalorizados e muitas vezes desrespeitados pelo governo. As escolas públicas de nosso país possuem sérios problemas com infra-estrutura e falta de recursos. Não se investe em educação o quanto é necessário e o rendimento ainda é baixo. Infelizmente se “deliciar em sabedoria” é algo que a classe governante não idealiza. A educação é um fator importantíssimo para o desenvolvimento do país e o seu acesso deve ser destinado a todos (independente de sua nacionalidade, cor, gênero, ou classe social). Limitar o acesso a educação é privar alguns de um direito essencial para a vida em sociedade. Se a educação é o meio pelo qual podemos atingir nossa libertação, a falta dela é um projeto das classes dominantes.

Para seguirmos a Jesus, devemos tornar a educação uma prioridade, afinal de contas ele era um Rabi (mestre).

8-Pena de morte 

Jesus Cristo morreu por pena de morte.

Jesus foi condenado a execução pois era visto como uma ameaça ao sistema econômico e teocrata da época, um agitador que estava desestabilizando a ordem pública. O crime de Jesus apontado pelo sinédrio, foi subversão. (Lucas 22:2)

Jesus era inocente. Sua figura carismática e seu movimento profético (denunciativo, subversivo e revolucionário) irritava as autoridades conservadoras e fundamentalistas da época. Todos os anos, pessoas inocentes morrem por execução, seja realizada pelo Estado e pautada em ordenamentos jurídicos (em outros países), seja indiretamente feita pelo Estado, através de seu aparelho de repressão ou por “justiceiros” (como acontece no Brasil). Não há nenhuma prova de que a punição extrema e desumana da pena de morte reduza ou combata a criminalidade. Outro fato importante é que a pena de morte é discriminatória, sendo aplicada desproporcionalmente contra pobres, minorias, alguns grupos étnicos e raciais, grupos religiosos e etc.

Deus sabe quando neste país os prisioneiros são massacrados sem compaixão.
Deus Altíssimo sabe quando são desrespeitados os direitos humanos,
que ele mesmo nos deu” (Lamentações 3:34-35)

 

9- Obrigar pessoas a seguirem seus (particulares) princípios morais. 

Uma das coisas mais marcantes na personalidade de Cristo, foi sua mansidão. Cristo respeitava a liberdade dos outros, pois uma das consequências do amor é a liberdade. Se há coerção, não há amor e, por consequência, não há liberdade.

Se você ama outra pessoa, irás permitir que ela trilhe seu próprio caminho, faça suas decisões e mantenha suas particularidade . Cristo era o “Príncipe da Paz” mas estava longe de ser um rei terrestre, com um governo físico. O mais importante é notar que Cristo não era um ditador.

Impor sua religião pessoal, crenças ou princípios morais/religiosos sobre outras pessoas, não tem nenhuma ligação com a maneira que Cristo praticou sua fé e seus ensinamentos. Se você impõe sua fé sobre outros, apoia a oração obrigatória do Pai Nosso em escolas e ambientes públicos, persegue adeptos das religiões afro-brasileiras ou desrespeita seus signos religiosos, você pode ser um Cristão, mas jamais será um “pequeno Cristo”.

 “Ora, o Senhor é o Espírito e, onde está o Espírito do Senhor, ali há liberdade.” (2 Coríntios 2:17)

10- Jair Bolsonaro.

Ver 1-9.

 

 

Jesus, o Primeiro pró-feminista da história judaica. (Cristo e a Mulher Samaritana)

Contextos antigos, fato hodierno.

Uma das maiores discussões nas religiões, e o cristianismo não foge disso, é o papel da mulher na sociedade, seus direitos e seu status. Nos tempos modernos, o feminismo tem alcançado um espaço muito grande na sociedade, e sua influência tem alcançado as igrejas, grupos de jovens, grupos de discussões, convenções eclesiásticas e também tem feito muitos líderes repensarem sobre as questões acerca da mulher. Mas afinal, o que é feminismo? uma mulher que professa o cristianismo e segue os ensinamentos de Jesus, pode ser feminista? O feminismo entra em contradição com os ensinamentos de Jesus?

mary-magdalene-clings-to-jesus

O feminismo é um movimento social, filosófico e político que luta pela igualdade social das mulheres, bem como pela equidade de direitos, fim da opressão sofrida pelas mulheres na sociedade e a busca pelo empoderamento feminino. O feminismo modificou fortemente elementos da sociedade ocidental, que vão desde o direito à cultura até direitos civis femininos. O feminismo lutou pelos direitos legais da mulher: direito ao contrato, direito a propriedade, direito a voto e etc; a luta do feminismo também pelo direito de autonomia feminina e integridade  de seu corpo, direitos reprodutivos (contracepção, cuidados pré-natais de qualidade e etc), pela proteção de mulheres e garotas contra a violência doméstica, assédio e abuso sexual, estupro, direitos trabalhistas (como licença-maternidade, salários iguais e etc), bem como a luta contra o fim de todas as discriminações. Mulheres, homens, negros, brancos, amarelos , vermelhos, pessoas portadoras de necessidades especiais, são todos grupos compostos por pessoas diferentes, com situações de vida diferentes, com condições biológicas diferentes. Entretanto, essas diferenças biológicas, ou em relação ao gênero, não justificam a desigualdade social, muito menos a diminuição e privação de direitos, e é justamente neste sentido que o feminismo atua: mulheres e homens podem (nem sempre) não serem iguais biologicamente, o gênero feminino e o gênero masculino são gêneros diferentes, mas todas as pessoas independente de suas condições biológicas, ou de seu gênero, devem receber igualdade social, igualdade de direitos e possuir sua dignidade preservada. Se você é mulher, possui direitos trabalhistas, tem a liberdade de casar ou não casar com alguém, pode votar e exercer sua vida política, bem como outros direitos, sinta-se feliz em saber que foram as feministas que lutaram para que tudo isso hoje em dia fosse possível e preservado.

Entendendo o feminismo sob a ótica do Cristo Histórico.

“Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos)

Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.”

(Evangelho de São João 4:9-10)

Jesus em uma de suas viagens evangelísticas precisa voltar para a Galileia e no meio do caminho decide passar pela região da Samaria. Sua decisão , no contexto histórico, poderia ser considerada como insana,  já que os judeus e os samaritanos possuíam péssimas relações entre si, e tendo ele outras opções de caminho para voltar ao seu destino. O povo samaritano era muito hostilizado pelos judeus, sofriam um grave racismo por aqueles que eram proclamados como “filhos de Deus”.  A sociedade judaica era essencialmente machista e patriarcal. O preconceito era tão grande que os judeus homens (principalmente os fariseus) todos os dias ao acordar tinham o costume de agradecer a Deus por não serem mulheres e por não serem samaritanos.

Era meio dia, horário de almoço, um horário impróprio para se buscar água numa região desértica por fazer muito calor, as mulheres não tinham o costume de buscar água nesse horário. Provavelmente esta mulher estava lá por um motivo mais sério, é possível que essa mulher possuía algum problema com sua comunidade vivendo excluída de sua sociedade. Jesus chega ao poço e a vê e diz “Por favor, me dê um pouco de água.” (São João 4:7). Em nossos dias um homem pedir água num ambiente quente ou em condição de sede seria normal, mas naquela sociedade era tão anormal que assustou a mulher samaritana. No momento em que ele pede água ele quebra o primeiro preconceito : “A proibição de falar com uma mulher ou seja o machismo judaico”. O segundo grande dilema que Cristo quebra neste momento é o dele pedir água do mesmo copo que o dela, o que o tornaria amaldiçoado ou imundo(na cultura judaica da época), impossibilitando-o de prestar cultos a Deus por 40 dias . O terceiro grande dilema que Cristo quebra é o racismo ao conversar sobre espiritualidade e pedir água a uma samaritana.

Tendo em vista todo este contexto, entendemos a admiração da própria mulher samaritana em ver um homem judeu se comunicando com ela. Mas isso ainda não é a única coisa interessante que podemos notar neste acontecimento. Na cultura judaica se o homem “enjoasse” de sua mulher ou encontrasse nela algo que não o agradasse, ele poderia escrever uma carta de divórcio, mandando ela embora de casa, assim ela iria poder casar com outro homem (Deuteronômio 24:1-2). Mas alguns homens não divorciavam, alguns casavam com várias mulheres e não se preocupavam com o divórcio, na prática a mulher era rejeitada pelo marido porém segundo a  lei  ela não possuía o direito de casar com outro homem, porque mesmo rejeitada, ela ainda estava ligada a ele. As mulheres que sofriam esse tipo de “pena” eram chamadas de “REPUDIADAS”, sendo rebaixadas ao status de meras propriedades, escravas, que seriam utilizadas em caso de necessidade.

“Então a mulher pediu:
— Por favor, me dê dessa água [a água da vida]! Assim eu nunca mais terei sede e não precisarei mais vir aqui buscar água.
— Vá chamar o seu marido e volte aqui! — ordenou Jesus.
— Eu não tenho marido! — respondeu a mulher.
Então Jesus disse:
— Você está certa ao dizer que não tem marido, pois já teve cinco, e este que você tem agora não é, de fato, seu marido. Sim, você falou a verdade.
A mulher respondeu:
— Agora eu sei que o senhor é um profeta!”
(Evangelho de São João 4:15-19)

Fazendo uma exegese do texto, podemos perceber que a mulher teve 5 maridos e 4 destes deram-lhe carta de divórcio, o último dos cinco maridos a repudiou (não assinou carta de divórcio e se juntou a outra mulher). Segundo a lei (tanto samaritana como judaica) a mulher samaritana sendo uma repudiada não poderia casar novamente, mesmo assim a samaritana se une a um sexto homem (que judicialmente não é o seu marido). Mas olhando mais profundamente esta parte do texto, podemos perceber o quanto a mulher samaritana deveria ser uma pessoa extraordinária, uma mulher que atraiu cinco homens a serem seus maridos? A causa dos sucessivos divórcios muito provavelmente não foram causados por algum “desvio de moral” da samaritana, porque se a causa fosse esta, a mulher samaritana não casaria pela segunda vez, muito menos casaria por cinco vezes. Se lermos o texto bíblico completo vamos perceber que a mulher samaritana tem uma personalidade forte para aquela época, ela tem opinião formada, ela questiona teologicamente o homem judeu com que ela falava (Jesus). Uma mulher daquela época questionar teologicamente um homem, ou simplesmente ter uma opinião formada seria uma ofensa gravíssima para um homem. Esta mulher samaritana carrega em si uma história de casamentos consecutivos, causados pela atração que despertava nas pessoas, e ao mesmo tempo um fardo de rejeição profunda, por ser mulher, por ser repudiada, por ser samaritana, por estar em uma camada da sociedade que não deveria ser informada sobre política ou religião. Ela ousa discutir com um homem desconhecido assuntos que era considerados “de importância demais” para ser discutido com uma mulher.

 

Vejo na mulher Samaritana uma espécie de “pioneira da libertação feminina”.  Vejo também em muitas feministas sufragistas  do século passado (muitas delas cristãs) a figura da mulher samaritana, sem direitos, sem voz, mas que ousaramm a argumentar, ousam questionar quando o sistema patriarcal dá ordens para ficar calada, o que ainda não mudou muito nos dias de hoje.

Frances_Willard

Frances Willard ( 1839-1898)- Cristã, feminista e sufragista. Líder da Woman’s Christian Temperance Union.

“Nisto chegaram os discípulos, e ficaram admirados por estar ele a conversar com uma mulher(…)” (Evangelho de São João 4:27)

Mais uma vez os discípulos demonstram com sua admiração ao fato do Senhor estar conversando com uma mulher, o patriarcalismo daquela sociedade onde o evangelho foi pregado por Cristo. Mas Jesus evidentemente não concorda com o sistema patriarcal e quebra todos estes dilemas em sua vida e em seus ensinamentos. Muitas mulheres seguiam a Cristo, talvez a mais singular delas seria a Apóstola Maria Madalena. Maria Madalena era uma das pessoas mais devotas de Cristo enquanto este ainda estava na terra, sendo  ela era umas dos setenta e dois apóstolos e apóstolas de Cristo, a primeira pessoa a quem Jesus apareceu depois de ressurreto segundo a Bíblia .[“Os doze” são os mais conhecidos doze apóstolos de Jesus, ” Os setenta” no cristianismo oriental ou “Os setenta e dois” que são mencionados no Evangelho de São Lucas, são os outros apóstolos e apóstolas que Cristo instituiu posteriormente. Dos Setenta e dois apóstolos e apóstolas, podemos destacar Maria Madalena; João Marcos, o escritor do “evangelho de S. Marcos”;  Lucas ” o médico” escrito do “Evangelho de São Lucas”; Timóteo o bispo de Éfeso; Tiago , O irmão sanguíneo de Jesus , escritor da “Carta de São Tiago” e bispo de Jerusalém; Barnabé e outras mulheres como Priscíla (uma das pessoas que possivelmente escreveu a ” Carta aos Hebreus”e grande missionária do evangelho em Roma) e Júnia (citada em Romanos 16:7)]

“Saudações a Andrônico e à irmã Júnia, meus patrícios judeus, que estiveram comigo na prisão. Eles são apóstolos bem conhecidos e se tornaram cristãos antes de mim” (Aos Romanos 16:7)

Embora entre “Os doze” não haviam mulheres, é incontestável que entre “Os setenta” existissem mulheres devotas de Jesus Cristo. Também é incontestável de que Jesus as respeitava, quebrando todo o conceito machista e arcaico da sociedade daquela sociedade, colocando num nível social e de respeito, dignidade e valor iguais aos homens. É assustador ver como a “RELIGIÃO DE JESUS” pregava a igualdade e condenava a opressão e como a “A RELIGIÃO SOBRE JESUS” dos dias de hoje, muitas vezes prega o machismo, a diminuição da mulher. Em muitas igrejas as mulheres são proibidas de pregar, de serem pastoras/bispas ou diaconisas. Mas a verdade é que o verdadeiro evangelho de Cristo é o amor de Deus sobre todas as pessoas , independente do seu gênero. Cristo agiu corajosamente contra o preconceito racial na conversa com a mulher samaritana e na parábola do Bom Samaritano, e também agiu contra o machismo no episódio da samaritana e da mulher adúltera (que em outra oportunidade pretendo abordar). O Espírito da verdade convoca a igreja a se posicionar profeticamente contra o machismo, contra a desigualdade, contra a violência e contra o preconceito. Nos convoca para agirmos profeticamente na sociedade contra o sistema que objetifica sexualmente as mulheres como meras propriedades ou consumo sexual. Nos convoca para agirmos contra qualquer tipo de racismo, intolerância, fundamentalismo ou violência. O evangelho nos chama a proclamar o Reino, O amor universal do Pai Universal,  a irmandade de todos os homens e a proclamação da mensagem de Cristo o Príncipe da Paz.

“Deste modo não existe diferença entre Judeus e gregos, entre escravos e livres, entre homens e mulheres: todos vocês são iguais em Cristo Jesus” (Aos Gálatas 3:28)

Concluindo, oro e milito para que a desigualdade social seja erradicada do mundo. Oro em interseção por todas as mulheres que sofrem machismo e violência doméstica. Oro e milito para que este mundo seja um dia um mundo de justiça e paz, como o Reino que Cristo pregava. Oro para que o machismo e o preconceito nas igrejas e instituições religiosas seja totalmente substituído pelo amor Ágape . Oro a Deus, Mãe de Sabedoria e Pai de amor, para que nos de sempre o combustível para agir profeticamente na sociedade contra os males deste mundo.Amém

Em Cristo.

 

 

 

Conheça o primeiro pastor transgênero ordenado pela Igreja Evangélica Luterana na America

asher-with-proclaim-banner-2 (1)

O pastor Asher O’callaghan é o primeiro homem transgênero a ser ordenado pela Evangelical Lutheran Church in America (ELCA), a denominação religiosa que é a maior igreja luterana dos Estados Unidos, tem mostrados cada vez mais inclusão de pessoas LGBTQ, demonstrando assim verdadeiro exemplo de amor cristão e aceitação.

Antes de 2009 parte do ramo protestante liberal da ELCA já havia ordenado pessoas trans para o ministério eclesiástico, porém fora do processo regular da denominação. Em 2009 a Igreja decidiu abrir as portas do ministério para pessoas abertamente gays, lésbicas, bissexuais e pessoas trans.

PastorAsherx400
Pastor Asher (a direita) ao lado de Megan Rohrer (também um pastor trans) , O primeiro pastor transgênero ordenado pela Evangelical Lutheran Church in America.

O’callaghan, pastor da Zion Lutheran Church in Idaho Springs, Colorado, diz estar muito emocionado em ser pastor e líder de uma igreja que ama.

” A igreja está mudando: não há nenhuma necessidade entre escolher viver a vida como você realmente é e pertencer a uma comunidade religiosa. Para as pessoas trans , isso significa que existem congregações que os aceitam , respeitam e celebram nossa fé e nossa identidade de gênero”.

A ELCA também ordena mulheres ao ministério , sendo que uma de suas igrejas, a Herchurch, é uma congregação feminista (onde a maioria dos membros são mulheres) onde veneram o sagrado feminino (Deus sendo visto também como uma energia feminina e não apenas como a tradicional visão patriarcal). A ELCA também realiza benção a uniões civis entre pessoas de mesmo gênero.

Blog no WordPress.com.

Acima ↑